sábado, 27 de junho de 2009

O lado negro da força

Depois de todos esses posts enchendo até não poder mais o ego da internet, hoje vou falar de um lado ruim desse gigante que tanto nos facilita a vida.

Ultimamente, parece que virou mania [ruim, claro] o vazamento de seriados na internet. Azar dos produtores e alegria dos espectadores. Depois de Caprica, o piloto da nova série derivada de Battlestar Galactica, agora foi a vez do especial Prison Break: The Final Break vazar na rede.

O filme consiste em dois episódios extras da série, The Old Ball and Chain eFree, produzidos para responder as dúvidas dos telespectadores deixadas após o final da quarta temporada de Prison Break e oferecer um encerramento apropriado para os personagens da série.

Como o canal Fox não mostrou interesse em exibir os episódios nos Estados Unidos, eles serão lançados diretamente em DVD e em Blu-Ray no dia 21 de julho. No Brasil, a expectativa é que os dois episódios sejam exibidos pelo canal FX.

Era esperado que os episódios fossem acabar aparecendo na rede, mas só a partir do dia 27 de maio – data em que os dois episódios serão exibidos na Inglaterra, pelo canal Sky1.

Pausa para reflexão

Sim, é muito bom poder baixar seriados na internet, principalmente quem não tem TV a cabo ou é ansioso [como eu]. Mas a partir do momento que acontece uma situação como a citada ai em cima, a brincadeira deixa de ser engraçada. O fato do produto final ser divulgado antes da estréia na TV custa milhões de dólares aos bolsos dos produtores. Conseqüência: vários seriados que amamos são tirados do ar por falta de verbas [como se já não bastasse a crise ter matado a Edie, de Desperate Housewives].

Mas ai penso em outra coisa. Se o produto final "vazou" na internet antes do tempo, é porque alguém da produção deixou que isso acontecesse, certo? E se minha especulação for verdadeira, cabem aos donos das produtoras fazer alguma coisa a respeiro!

Termino esse post com uma questão: até quando vão continuar com isso?

Queremos mais!!!!



As produtoras de seriados que são contra a internet devem estar loucas! A web, ao contrário do muitos pensam, pode funcionar como uma propaganda das séries. Um bom exemplo disso é Lost que possui vários desdobramentos na internet.

Em fóruns, blogs, podcasts e games, os mistérios da trama são discutidos por internautas. A experiência de assistir ao seriado vai além do que passa na TV. Os produtores, inclusive, costumam divulgar spoilers (pequenas dicas de coisas que ainda vão acontecer), vídeos e jogos de pc/video-game como Lost Experience e o Find 815. Esses adendos normalmente contêm informações que não mostradas na TV, incentivando os fãs a procurem informações em outras mídias.

Mas tudo que é bom incomoda. A equipe do LostBrasil, portal sobre o seriado que conta com mais de 170 mil cadastros, foi ameaçada, na época em que fazia legenda para os episódios, apesar de não obterem nenhum lucro com isso.

Acabou-se o que era doce!

Lembra que o canal Sony estava disponibilizando no site os capítulos dos seriados logo depois que passavam na TV? Que você podia ir malhar ou lavar a louça sem medo de perder se Izzie Stevens morreu ou não? Pois é! A Sony acaba de tirá-los do ar.


E como notícia ruim se multiplica, ai vem mais. O AXN, outro canal do grupo também não disponibiliza mais o episódio da semana de Lost em formato streaming. A concorrente Fox também foi afetada – em seu portal de vídeos, o MundoFox, não é mais possível assistir a episódios recentes de The Listener – apenas o piloto, exibido no início de março, está disponível lá. Outras séries seguem disponíveis no portal, mas apenas com episódios de temporadas passadas.


Mas antes de xingar até a última geração dos gerentes dos canais, saiba que o motivo da retirada dos vídeos foi [mais uma vez]a pressão das operadoras de TV por assinatura. Segundo o site Tela Viva, as emissoras teriam sido ameaçadas de perder sua posição na grade de canais e de ter espaço reduzido para divulgação dos seriados em seus guias de programação, caso continuassem a transmitir seriados pela Internet.


Com a saída da Sony do mercado de transmissão de seriados em formato streaming, o Terra volta a ficar sem concorrência na transmissão dos seriados de TV do grupo Disney no Brasil. Atualmente o canal exibe os episódios da semana de Desperate Housewives, Grey’s Anatomy e Lost, logo após as exibições destas séries na Sony e no AXN.


Quem perde com a decisão, é claro, é o consumidor, que deixa de ter um meio alternativo para assistir aos seriados de TV. E enquanto o mercado de entretenimento se mostra dividido, a pirataria avança.

Depois reclamam. ¬¬

Quer ver as escadas onde Brandon e Kelly tanto se beijaram?

Realmente as distâncias estre o real e o ficcional estão se estreitando cada vez mais. E mais: a internet está aumentando esse fenômeno em 150% (para ser bem exagerada). Mas por que estou dizendo isso?Agora, alguns sites estão disponibilizando localizações famosas de filmes e seriados. Um deles é o I'am not a stalker, um dos mais completos. Existem, inclusive, visitas guiadas ao lugares de filmagens de, por exemplo, Sex and the City. Mas graças à internet, não é preciso sair de casa para passear por estes lugares, ainda que seja de forma virtual e muito barata. E, para os fãs, bastante divertida.


A busca é realizada pelo Google Maps, que fornece uma imagem de satélite. Em alguns casos, é possível ter em 360º graus o ponto de vista de quem está na rua, apenas arrastando um bonequinho amarelo pelo mapa (recurso em algumas zonas dos Estados Unidos, França, Espanha, Itália, Nova Zelândia, Austrália e Japão). Dessa forma, pode-se encontrar lugares como o bar de Cheers (82 Beacon St, Boston), o prédio onde moravam os personagens de Friends (92 Bedford St, Nova York) e o chalé de Six feet under(2302 W. 25th Street, Los Ángeles).

Não se contenta com isso e quer saber onde as celebridades moram? O site também permite que se veja a casa onde famosos como Gwyneth Paltrow e Meryl Streep vivem..

Voltando às séries, a Pizzaland de Os Sopranos pode ser encontrada no endereço 260 Belleville Turnpike, em Nova Jersey. A casa de Samantha, de Sex and the City, na 3ª temporada, fica em Nova York (403 W 13th St), e em Miami Beach (1155 103rd Street, Bay Harbor Islands), o edifício de Dexter.


Legal não?!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fox disponibiliza seriados em site

A Fox Latin America Channels lançou oficialmente na semana passada o Mundo Fox, um portal de vídeos online. Os internautas brasileiros podem acessar o site através do endereço www.mundofox.com.br.


De acordo com a assessoria dos canais Fox, o site entra nos ar com mais 800 horas de conteúdo dos canais Fox, FX, Nat Geo, Speed e do website Bemsimples. Entre os seriados disponíveis estão 24 Horas, Prison Break, 9mm: São Paulo, American Dad, Uma Família da Pesada e Burn Notice.

Infelizmente, os assinantes do canal não poderão usar o site como complemento ao conteúdo dos canais de TV – assistindo aos episódios que perderam na TV pelo computador. Por conta de pressões das operadoras de TV por assinatura, a Fox manterá um gap de cinco meses entre o que é exibido na TV e o que é disponibilizado no portal.


Para vocês verem como estamos atrasados em relação a outro países, quando se fala de Internet, o delay na exibição só acontece no Brasil. O Mundo Fox brasileiro, por exemplo, só oferece os dois primeiros episódios do drama The Listener (que até já saiu da grade de programação). Na versão hispânica do site, estão disponíveis dez episódios.


As séries disponibilizadas na Internet são distribuídas na língua original com legendas em português. Fato paradoxal, já que o grupo Fox exibe toda programação dublada.


Tecnologicamente, o site Mundo Fox chama a atenção pela qualidade dos vídeos e os recursos - o player tem recurso que permite escurecer o fundo da tela, assistir em full screen, compartilhar o vídeo e disponibilizá-lo em seu site pessoal ou weblog.

A promessa da Fox Latin America Channels é manter o conteúdo aberto, gratuitamente, ganhando receita através de anúncios publicitários.

Terapia on-line?



As empresas de seriados não se contentaram em usar a Internet como ferramenta. Em setembro do ano passado, a fabricante de carro Lexus lançou, em sua rede de entretenimento online chamada L Studio o seriado Web Therapy, estrelado pela ex-Friends Lisa Kudrow.


O seriado fala sobre a terapeuta meio louca Fiona Wallice que faz sessões de análise com seus clientes pela internet. Fiona promove sessões absurdas (que não ajudam em nada os pacientes) de três minutos via web cam, No total, são quinze episódios e cinco pacientes interpretados por atores de séries de TV.


Lisa Kudrow escreveu e produziu a série, dirigida por Don Roos, que trabalhou com a atriz no filme "O Oposto do Sexo". A loira não é a única representante de Hollywood que está se juntando ao site. A produtora e roteirista de "Sex And the City" Amy B. Harris irá lançar, em outubro, no L Studio a série "Puppy Love", onde ela examina os relacionamentos de pessoas com seus cachorros. A série terá 40 episódios e contará com outros roteiristas de "Sex And The City”.


Web Therapy já está na 2ª temporada e continuará disponível no site LStudio.com e grupos de três episódios poderão ser acessados no iTunes por US$ 1,99. Toda a temporada de Therapy custará US$ 7,99. A empresa está redefinindo as estratégias para disponibilizar os episódios no YouTube e Hulu. Por enquanto, a Lexus será um anunciante que venderá espaços dentro do seriado para outros anunciantes.

Gostou da série? Clique aqui para ver o making of de Web Therapy

Você é um criminoso?

Um importante site de downloads de legendas de séries em português, o Legendas.TV, foi tirado do ar no dia 03 de fevereiro de 2009 por solicitação da Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM). A restrição não durou muito, e no dia seguinte, o site estava no ar novamente, agora numa versão mais "ligtht" apenas com legendas mais recentes.


Você pensa que nesse tempinho os usuários ficaram sem suas preciosas legendas? Claro que não! Enquanto isso, as legendas continuaram a ser disponibilizadas em comunidades do Orkut e via torrent.


Mas os simpatizantes da causa não podiam deixar essa medida tão severa em pune. Como vingança, invadiram o site da APCM, redirecionando-o, sempre que acessado, para o Mininova, um dos mais famosos sites de downloads de séries. E Como se não bastasse, ainda colocaram o aviso “Viva os downloads!”.


Apesar do retorno do Legendas.TV, a briga da APCM com os sites que disponibilizam legendas parece bem longe de um fim. Nesta quarta, outro site brasileiro de legendas, o Insubs, também saiu do ar e, apesar do servidor emitir apenas o aviso de violação dos termos de uso, a equipe do Insubs credita o feito à APCM. O Insubs já está à procura de um novo servidor.


Segundo o advogado da área de direito autoral Bruno Carvalho, a atividade realizada pelos sites não infringe a lei brasileira: "o site não vende, distribui ou divulga qualquer tipo de material protegido por direitos autorais sem autorização, nem filme, nem vídeo, nem música. O que faz é meramente distribuir traduções feitas por colaboradores e usuários domésticos em arquivos de texto. O que o usuário doméstico faz com isso, não é problema do site e não pode ser imputada nenhum tipo de responsabilidade a eles", explicou.


Distribuidores já declararam que não é crime baixar seriados da Internet


A Revista Época publicou na edição de março de 2009 uma matéria que tratava exatamente esse assunto: distribuição de seriados e músicas na Internet. O então Ministro da Cultura Gilberto Gil se colocou “meio” favorável à idéia. Segundo a publicação, Gil é adepto do lema “direitos parcialmente reservados”, que garante o pagamento de royalties aos músicos em caso de venda de CDs ou execução em filmes e novelas, e em caso de exibição na TV ou venda em DVD para os seriados.


Outra matéria trouxe a tona a discussão, dessa vez publicada no jornal Agora São Paulo. A reportagem falava sobre o sucesso das séries “24 Horas” e “Lost” na internet, onde fãs baixam os episódios recém exibidos nos EUA.


O Gerente Sênior VP da América Latina e Caribe da Fox (canal a cabo que exibe diversos seriados) Elie Wahaba explicou na publicação que não é crime baixar episódios disponíveis na Internet, desde que seja para uso próprio. “As pessoas baixam porque querem assistir antes. O problema para a Fox seria a comercialização destes episódios em CD´s ou DVD´s sejam na própria rede mundial de computadores ou em barraquinhas e standes”, comentou.


A gerente de Marketing dos canais da Sony também não vê problema nisso. Os fãs promovem grupos de discussão na Internet, e isso ajuda na divulgação da série. Nos sites, eles disponibilizam links para quem quer baixar os capítulos para ver ou rever. Não consideramos que isso seja pirataria porque eles não estão comercializando o programa”.


Eu fico pensando em toda essa discussão e lembro dos tempos da fita cassete. Ficava horas esperando tocar uma música no rádio para apertar o “rec” correndo e gravá-la. Isso fazia de mim uma infratora da lei desde aquela época? O.o


Mas o que tiramos disso tudo? Eu acredito que, agora, você que baixa seriados na Internet pode ficar mais calmo. Não, você não é igual ao carinha que tem uma banca de DVD´s na Uruguaiana. A não ser que você tenha uma conexão super possante e comece a cobrar dos seus amigos todos os capítulos de Prison Break que baixar.